Anabolizantes e Colesterol: Risco de Infarto

Anabolizantes aumentam o risco cardiovascular ao reduzir o colesterol .

Uso indiscriminado de anabolizantes eleva significativamente o risco cardiovascular

O uso indiscriminado de anabolizantes eleva significativamente o risco cardiovascular, sobretudo em jovens. Nesse contexto, a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) reforça um alerta importante: essas substâncias, semelhantes à testosterona e buscadas para ganho muscular ou fins estéticos, provocam alterações graves no metabolismo lipídico e na saúde do coração.

Como os anabolizantes prejudicam o colesterol

Os esteroides anabolizantes interferem diretamente — e de forma prejudicial — no perfil lipídico. Entre os principais efeitos estão:

  • Redução drástica do colesterol HDL (o “bom”, que protege as artérias).
  • Elevação do colesterol LDL (o “ruim”, que favorece placas nas artérias).
  • Desenvolvimento de resistência à insulina.
  • Aumento do acúmulo de gordura visceral na região abdominal.

Como resultado, essas alterações contribuem diretamente para a síndrome metabólica, aumentando consideravelmente o risco de infarto do miocárdio e acidente vascular cerebral (AVC).

Estudo comprova alterações em fisiculturistas

Além disso, um estudo publicado na revista Sports Medicine Open analisou 92 fisiculturistas e constatou alterações significativas no perfil lipídico e hepático. Entre os achados mais preocupantes destacam-se a queda acentuada do HDL e o aumento de enzimas hepáticas.

Riscos cardiovasculares a longo prazo

Por outro lado, mesmo após a interrupção do uso, os danos não desaparecem rapidamente. Pesquisas consolidadas, como a revisão publicada na Reviews in Endocrine and Metabolic Disorders, mostram que o uso prolongado de anabolizantes provoca:

  • Redução persistente do HDL.
  • Aumento do LDL.
  • Maior acúmulo de gordura visceral.

Nesse sentido, alterações hormonais, inflamatórias e no endotélio vascular podem permanecer por anos, mantendo o risco cardiovascular elevado mesmo depois de parar.

Prevalência e casos graves no Brasil

No Brasil, os números já preocupam: aproximadamente 6,4% dos homens já usaram anabolizantes alguma vez na vida, com taxas ainda mais altas entre frequentadores de academias. Além disso, quando combinados com insulina e hormônio do crescimento, os danos se tornam ainda mais graves.

A SBEM, inclusive, registra casos alarmantes de infarto em indivíduos abaixo de 40 anos, sem histórico familiar ou outros fatores de risco tradicionais — todos diretamente associados ao uso dessas substâncias.

Campanha da SBEM em 2025

Portanto, em 2025 a SBEM intensifica sua campanha no Dia Mundial de Combate ao Colesterol. A mensagem central é clara: é fundamental fazer escolhas conscientes para preservar a saúde cardiovascular. Priorize informações confiáveis e acompanhamento médico especializado. Afinal, o ganho muscular rápido não compensa o risco de comprometer o coração de forma permanente.

Proibição do CFM desde 2023

Desde 2023, a Resolução CFM nº 2.333/2023 proíbe a prescrição médica de esteroides anabolizantes para fins estéticos, ganho de massa muscular ou melhoria de desempenho esportivo. A decisão se baseia na ausência de evidências científicas que justifiquem os benefícios diante dos riscos.

Entre os principais efeitos adversos comprovados estão:

  • Hipertrofia cardíaca
  • Hipertensão arterial
  • Infarto e AVC em idades precoces
  • Doenças hepáticas graves
  • Transtornos mentais (agressividade, depressão, ansiedade)
  • Infertilidade

Em resumo, embora o uso de anabolizantes possa trazer resultados visíveis em curto prazo, os danos ao colesterol e ao sistema cardiovascular são profundos e, em muitos casos, irreversíveis. Por isso, priorize a saúde: invista em treino adequado, alimentação equilibrada e orientação profissional qualificada.

Por: PARA ABENÇOAR

Fonte: BLOG PARA ABENÇOAR